Existe algo silencioso, constante e extremamente poderoso que define o nível da nossa segurança emocional: o diálogo que mantemos conosco.
Não é o que o mundo diz.
É o que repetimos internamente diversas vezes ao longo do dia, muitas vezes sem perceber ou nos dar conta do quanto isso pode ser prejudicial.
Recentemente, no Big Brother Brasil, uma participante chamou atenção não apenas por seu jeito divertido de ser e jogar, mas pela forma como falava de si mesma. Em vários momentos, ela repetia: “eu não ganho nada”, “eu sou um fracasso”, “tudo que eu faço dá errado”. Perceba: antes mesmo de o público votar, ou de alguém falar sobre ela, ela já havia se derrotado por dentro.
Esse é o ponto.
Os diálogos internos são, muitas vezes, os maiores sabotadores da segurança emocional. Eles sussurram de forma automática e insistente. E, de tanto se repetirem, transformam-se em crenças. E crenças, quando não questionadas, viram identidade.
Quando alguém se diz repetidamente incapaz, inadequado ou fracassado, o cérebro começa a organizar as experiências para confirmar essa narrativa. É como se a pessoa passasse a viver para provar, inconscientemente, que aquela voz está certa.
Mas aqui está a parte libertadora: diálogo interno não é sentença. É construção. E toda construção pode ser revista.
Reprogramar os diálogos internos não significa criar frases positivas vazias. Significa revisitar a própria história com maturidade emocional. Significa compreender de onde vieram certas crenças, dar novo significado às experiências passadas e oferecer a si mesma uma nova voz, mais adulta, mais compassiva, mais realista.
Muitas vezes, a insegurança emocional não nasce do que aconteceu, mas da forma como aprendemos a narrar o que aconteceu.
Quando você muda a narrativa interna, muda a forma como se enxerga.
Quando muda a forma como se enxerga, muda a forma como age.
E quando muda a forma como age, mudam os resultados.
Segurança emocional não é ausência de medo.
É a presença de um diálogo interno que não te abandona no primeiro erro.
Talvez o primeiro passo não seja “acreditar mais em si”.
Talvez seja começar a falar consigo mesma de um jeito diferente.
E isso, sim, é possível aprender.
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https://metodosame.com.br: Esteja atenta aos seus diálogos internos